“O Brasil terá que mostrar o favoritismo em campo”, afirma destaque sérvio

Garrincha, Pepe, Rivellino, Romário, Ronaldinho Gaúcho. O que estes ícones do futebol brasileiro têm em comum? Foram eles que usaram a camisa 11 da Seleção Brasileira em cada um de seus cinco títulos de Copa do Mundo (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, respectivamente). E se depender do que Philippe Coutinho, atual dono deste número tão especial, vem fazendo nas últimas temporadas, o manto continuará sendo bem representado em 2018, na Rússia. Se o hexa vier a acontecer, não coroaria apenas este seleto grupo de camisas 11 da Amarelinha, como também a grande evolução desempenhada pelo meio-campista do Barcelona em sua carreira.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), Coutinho viveu um início de carreira comum a alguns dos outros jovens talentos do futebol nacional. Formado nas categorias de base do Vasco da Gama, o meia teve seu passe negociado antes mesmo de ser promovido ao profissional. Em julho de 2008, quando havia acabado de completar 16 anos de idade, foi vendido a Inter de Milão-ITA pelo valor de 3,8 milhões de euros (cerca de R$ 10 milhões na cotação da época). O clube italiano, porém, só poderia contar com o garoto na metade de 2010, quando este já teria 18 anos. A joia, então, continuaria no cruz-maltino por mais duas temporadas. Em 43 jogos pelo time carioca, foram cinco gols e nove assistências.

Chegado o mês de julho de 2010, Philippe enfim viajou a Milão para se juntar ao badalado grupo da Internazionale, recém-campeão da Liga dos Campeões e que contava com estrelas como o goleiro Júlio César, os defensores Zanetti, Lúcio e Maicon, o meia Sneijder e os atacantes Samuel Eto’o e Diego Milito, além do técnico Rafa Benítez, que havia substituído José Mourinho. O brasileiro não se firmou em sua temporada de estreia no futebol europeu e acabou sendo emprestado ao Espanyol-ESP. Pelo clube espanhol, jogou 16 jogos no primeiro semestre de 2012, balançando a rede cinco vezes e dando uma assistência.

De volta à Inter para a temporada 2012/13, Coutinho seguiu com dificuldades para se adaptar na Itália. Na metade da temporada, acertou sua transferência ao Liverpool pela quantia de 13 milhões de euros (cerca de R$ 35 milhões na época). Mal sabia ele que, em Anfield Road, conseguiria alcançar o tão desejado recomeço de sua carreira. Conforme o esperado, ganhou mais oportunidades em campo e, aos poucos, foi provando aos europeus que seu futebol era de fato diferenciado. Três gols e cinco assistências para ele em seus primeiros 13 jogos com na Inglaterra.

Seus números pelos Reds só progrediram e, com a camisa 10, caiu no gosto da torcida e voltou a ser convocado com frequência à Seleção Brasileira, sobretudo sob o comando de Tite. Muito por isso que sua decisão em deixar o clube inglês, cinco anos, 201 partidas, 54 gols e 41 assistências depois da assinatura do contrato, deixou boa parte dos torcedores do Liverpool magoada. Prestes a disputar sua primeira Copa do Mundo, o meia rumou para o Barcelona no começo de 2018, se tornando companheiro de Lionel Messi e Luís Suárez no Camp Nou.

No clube catalão, não desapontou. Em 22 jogos com o uniforme azul-grená, são 10 gols e seis assistências para o brasileiro, que contribuiu para a conquista do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei da Espanha. Mesmo trocando de time, esta foi a melhor temporada do meia em sua carreira, anotando 22 gols e sendo responsável por 14 assistências ao todo.

Na Seleção Brasileira, o processo não foi diferente. Após voltar a ser convocado em 2014, quando Dunga ainda era o técnico, Coutinho foi crescendo e se firmando na Amarelinha. Com Tite, sua presença é praticamente obrigatória. Das nove convocações do atual comandante, o camisa 11 esteve em oito delas, se tornando um dos mais chamados do plantel que irá à Copa do Mundo. Titular absoluto, ao lado de Neymar, William e Gabriel Jesus, é um dos principais trunfos do Brasil em busca do hexa em 2018, na Rússia. No total, são 10 gols em 36 aparições pelo Brasil, desde sua primeira convocação, ainda em 2010.

 

Gazeta Esportiva